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São Clemente


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São Clemente

O Grêmio Recreativo Escola de Samba São Clemente é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro, que foi idealizada e fundada por Ivo da Rocha Gomes, João Marinho e Aílton Teixeira.

Sua melhor colocação no Grupo Especial do Carnaval foi o 6° lugar em 1990 e ao longo dos anos notabilizou-se pelos enredos cheios de bom humor e críticas sarcásticas aos mais diversos temas. também possui equipes de futebol de areia de várias categorias, sendo um dos poucos grandes times dessa modalidade. A sede da escola como instituição sempre esteve no bairro de Botafogo, bairro este com o qual a agremiação possui profundas ligações. Porém atualmente sua quadra está localizada na Avenida Presidente Vargas, na Cidade Nova.

A partir de 1984, com a construção do sambódromo os desfiles da São Clemente passaram a acontecer na Passarela do Samba de onde nunca deixou de desfilar. Em 2012, a escola completará quatorze partipações entre as grandes escolas do primeiro grupo, sendo que, por cinco vezes consecutivamente.

A constante oscilação entre os principais grupos do carnaval lhe trouxe a alcunha de escola ioiô. Devido aos enredos panfletários da década de 80, a escola também ficou conhecida como o "PT do samba". Na atual década, no entanto, a escola vem tentando imprimir um novo estilo de fazer carnaval.

Ficha técnica 2017

São Clemente
Escola-madrinha Beija-Flor
Informações gerais
Presidente Renato Almeida Gomes
Carnavalesco Rosa Magalhães
Interprete oficial Leozinho Nunes
Diretor de carnaval Ricardo Almeida Gomes
Diretor de harmonia Marquinhos Harmonia
Diretor de bateria Mestre Gil e Caliquinho
Rainha de bateria Rafaela Gomes
Mestre-sala e porta-bandeira Fabrício Pires e Denadir
Coreógrafo Sérgio Lobato

História

No começo, os desfiles da São Clemente eram realizados pelas ruas de Botafogo. Sua estreia nos desfiles oficiais das escolas de samba ocorreu em 1962, na Avenida Rio Branco, pelo terceiro grupo. O enredo da escola exaltou as riquezas do Brasil: geografia, vegetação, pedras preciosas, ferro, borracha, café, industria e o petróleo.

No ano seguinte,a escola inicou uma trilogia sobre a cidade do Rio de Janeiro. O primeiro enredo exaltou o Rio Antigo, dos tempos dos lampiões a gás, carruagens, tostão e vintém, destacando o Morro do Castelo e o Mosteiro de São Bento. A escola ficou muito próxima do acesso ao segundo grupo, garantido o terceiro lugar

Em 1964 conquistou seu primeiro título com o enredo retratou o período de 45 anos, iniciado em 1763, ano em que a sede do Vice-Reino do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. Esse período durou até a chegada da família real para o Brasil em 1808. O enredo era baseado no livro O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis, do jornalista e poeta Luís Edmundo. Na época, o governo patrocinava incontáveis festas populares (festa do divino, cavalhada, congada e serração da velha), uma versão brasileira da política do pão e circo romana.

Em 1965, já no segundo grupo, a São Clemente terminou sua trilogia sobre Rio, abordando os quatro séculos de glórias da cidade, através de suas relíquias e memórias, como os bondes, as obras do Mestre Valentim e os carnavais do Zé Pereira.

No carnaval de 1966, a escola conquistou mais um título, com o enredo "Apoteose ao Folclore Brasileiro". O enredo partiu da formação brasileira originada das três raças. Do branco, a herança foi nas danças e na indumentária. Do índio, as lendas e contos. Dos negros africanos, a ampliação e edificação da música, por meio de instrumentos, que mais tarde originaria o samba, além de crendices e superstições que somadas às dos índios e brancos colocam o folclore brasileiro como um dos mais punjantes do mundo. Depois do abre-alas, um painel alegórico aos temas solecionados, e da comissão de frente, formada pela diretoria da escola, cada ala se encarregou de mostrar as regiões brasileiras. O primeiro carro, em homenagem à Região Norte, representou a Lenda da Boiúna (Cobra Grande). Nela, os cablocos da Amazônia acreditavam que uma cobra gigantesca tinha poderes mágicos e recusaram matá-la para evitarem sua própria ruína. O segundo carro foi uma homenagem ao Nordeste, com a representação de Iemanjá. Para representar o terceiro carro, da Região Centro-Oeste, foram trazidas diversas figuras como a do saci pererê, curupira e caipora. O último carro, da Região Sul, trouxe o Negrinho do Pastoreio. As lendas foram acrescidas de outras manifestações regionais, como o maracatu, reisado, boi bumbá, pastoril, Folia de Reis e Pau de Fita, dando maior amplitude ao sentido folclorico de cada região.

Em menos de seis anos após sua fundação, a escola de Botafogo chegou ao primeiro grupo do carnaval carioca, em 1967. Para a sua estreia no hoje denominado Grupo Especial, a escola trouxe as festas e tradições populares do Brasil, inspirada no livro homônimo de Mello Moraes Filho, avô de Vinicius de Moraes. Esse enredo foi sugerido pela cronista Eneida. As festas descritas no desfile foram a do ano-bom (ano novo), a procissão de São Benedito no Lagarto (Sergipe), o carnaval e o casamento na roça. A escola fez referência ao poema Ode a Dois de Julho de Castro Alves, dia caracterizado como a luta efetiva da Independência do Brasil. A escola não se manteve no grupo. A escola foi muito prejudicada pela chuva. O samba, a despeito de ter conquistado o prêmio de melhor samba do ano, não permitiu que houvesse a desejada harmonia e com isso a escola perdeu bastante no conjunto. As alegorias também não se destacaram. Momentos antes do desfile, a escola sofreu com a intervenção do Juizado de Menores que retirou muitos dos seus integrantes mirins por falta de documentação.

De volta ao segundo grupo, em 1968, a São Clemente fez uma apoteose à cultura nacional, exaltando o grande pesquisador Ladislau de Souza Melo Neto (1875-1893), o cientista mais influente do Brasil da época do Segundo Reinado brasileiro, o pintor Pedro Américo, o jurista e político Rui Barbosa e o escritor Machado de Assis.

Em 1969, a escola concorria a uma vaga no Grupo 1, com o enredo Assim Dança o Brasil, mas em virtude dos atrasos, os jurados abandonaram o palanque do julgamento, deixando de julgá-la, assim como as escolas Tupi de Brás de Pina, Império da Tijuca e Independentes do Leblon que encerrariam aquele desfile. O samba-enredo desse desfile, aliás, foi o primeiro a ser reeditado na história do samba, pois seria novamente apresentado em 1981.

Em 1970, a São Clemente encerrou a sua bem sucedida primeira década de existência levando para a Avenida histórias fantásticas como a do sapo aru, uirapuru, saci pererê e o negrinho do pastoreio.

Durante a década de 70, a escola manteve-se em boa parte no segundo grupo, chegando a ser rebaixada para o terceiro grupo em duas ocasiões: em 1978 e em 1980, quando houve uma redução do número de escolas do primeiro e do segundo grupo, que passaram a contar com apenas 8 escola cada um.

Em 1971, a São Clemente exaltou a miscigenação através das três raças formadoras do povo brasileiro: índios nativos, os brancos portugueses e negros vindos da África. O enredo "Beijo das três saudades" era inspirado em poema de Olavo Bilac.

Em 1972, a São Clemente falou das congadas, uma dança que representa a coroação do rei do Congo, surgida com a vinda de povos africanos tornados escravos no Brasil, incorporando-se à cultura brasileira após a abolição da escravatura.

Em 1973, a São Clemente mostrou a lavagem da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, localizada na Sagrada Colina, na península de Itapagipe, em Salvador. O enredo abordou aspectos dos festejos religiosos, como a romaria de fiéis, as tradicionais baianas com seus vasos com água perfumada para lavar as escadarias da igreja e a presença de barracas de comidas típicas.

Em 1974, a São Clemente mostrou o enredo “Sonhos Fascinantes de um jovem adolescente”, passando pela Vila Rica de Chico Rei, a cabocla Jurema do Amazonas e Iemanjá da Lagoa do Abaeté, na Bahia.

Em 1975, a São Clemente homenageou Francisco Alves, Ary Barroso e Lamartine Babo, lembrando as músicas que entraram para a história do cancioneiro nacional.

Em 1976, a São Clemente homenageou Recife, terra de Dona Santa, rainha do Maracatu Elefante.

Em 1977,a São Clemente trouxe a ficação do artista, transformando-o em príncipe que voa no cavalo alado, em busca da constelação. Lá, ele a estrela Dalva aponta o caminho de um bosque encantado onde ele viu o casamento do Sr. Mamão com D. Melancia, o traquina saci pererê e o lobisomem. Convidado para um baile de fantasmas no castelo, o artista se depara com vários destaques do Teatro Municipal, até o sol raiar.

Em 1978, a São Clemente exaltou o teatro de revista nas figuras de Walter Pinto, Carlos Machado, Virginia Lane e Carmen Miranda.

Em 1979,a São Clemente fez sua louvação às rainhas do mar, Iemanjá, das flores, Rosa, e do Maracatu, Dora.

Em 1980, a São Clemente trouxe como enredo a doce ilusão do sambista, que vê sua vida transformada para melhor nos quatro dias de carnaval, para, depois da quarta-feira de cinzas, voltar a sua dura realidade. Ver página anexa: Carnavais da São Clemente nos anos 80

O ano de 1980 não tinha sido bom para a São Clemente. Além de cair para o terceiro grupo, a escola perdeu seu fundador Ivo da Rocha Gomes em julho de 1980. Em 1981, a São Clemente pela primeira vez na história do Carnaval reeditou um enredo (Assim Dança o Brasil), graças a astúcia dos seus dirigentes que conseguiram junto a AESCRJ esse direito, pois em 1969 com o mesmo enredo a escola desfilou, mas não foi julgada.

Eram tempos difíceis, mas a escola aproveitou-se da adversidade para se impor no carnaval. E o resultado positivo não tardaria a acontecer. A virada da São Clemente aconteceu através das mãos do carnavalesco Carlinhos D'Andrade, que passou a dar expediente no barracão da escola em 1982, desenvolvendo o enredo sobre o arco-íris, na figura lendária de Oxumaré. No ano seguinte, 1983, levou-a ao vice-campeonato falando sobre a criação da noite, assegurando-lhe o direito de retornar ao segundo grupo em 1984.

A partir de então, a escola se caracterizou por apresentar enredos participantes e de cunho social, que, comprovadamente, a define como uma escola de samba preocupada com a problemática do povo brasileiro. Ousada, crítica, irreverente, política, esses são alguns dos adjetivos que passaram a denominar a escola de Botafogo.

Em 1984, a São Clemente conseguiu ascender ao então primeiro grupo com o enredo Não Corra, Não Mate, Não Morra: O Diabo Está Solto no Asfalto, sobre o caos e a violência no trânsito. A escola encantou as arquibancadas com a história bem humorada do Zeca Passista e os perigos do trânsito. Placas, semáforos, atropelamentos foram genialmente representados em fantasias e o amarelo e preto da escola juntou-se ao vermelho e ao verde em um desfile que levou a escola de volta ao primeiro grupo.

Pelo carnaval de 1985 com Quem Casa, Quer Casa, novamente desfilou uma sátira, desta vez, no tocante ao sério problema do déficit habitacional no Brasil. Sua comissão de frente ganhou o Estandarte de Ouro do jornal O Globo. A escola revolucionou o carnaval carioca ao apresentar a sua comissão de frente fazendo evoluções engajadas ao enredo - até então as escolas apresentavam nesse quesito a velha-guarda que tinham a única função de apresentar a escola, permanecendo estática e sem engajamento ao enredo desenvolvido.

De volta ao segundo grupo, a São Clemente entrou na avenida novamente abusando do bom humor e encantou público e jurados com o enredo Muita saúva, pouca saúde, Os males do Brasil são, abordando o descaso com a saúde no Brasil. Destaque para o carro que homenageava o hospital de Brasília, que atendeu Tancredo Neves, em que o paciente tinha seu leito infestado de baratas e tinha formigas até no soro. Um outro carro alegórico simbolizava a diligência da saúde que era puxada por saúvas. A escola ficou com o vice-campeonato.

No carnaval de 1987, a São Clemente retornava ao primeiro grupo com um belo samba, todo em tom menor, composto por Manuelzinho Poeta, Jorge Madeira e Isaías de Paula, este último, ex-interno do SAM (Serviço de Assistência ao Menor). Sua experiência de vida o permitiu expressar nos versos do inspiradíssimo samba sua revolta contra o descaso com as crianças pobres do nosso país. O enredo Capitães do Asfalto era uma réplica análoga a obra de Jorge Amado, Capitães da Areia. Durante o desfile, permeado de ironia na discrepância entre o luxo da vida do menino rico e a miséria da criança que perambula pelas ruas das grandes metrópoles, a São Clemente apresentou um grupo de meninos de rua de verdade. O desfile emocionou a Marquês de Sapucaí e proporcionou um dos melhores momentos da história da escola de Botafogo. Com esse desfile, a São Clemente conseguiu um honroso sétimo lugar, e marcou seu nome definitivamente na história dos desfiles da passarela. Muito antes de se falar em estatuto da criança e do adolescente, a São Clemente saía mais uma vez na vanguarda, e dessa vez, capitaneando o público e a crítica pararam para ver, apreciar e refletir sobre o enredo da escola.

Em 1988, com a violência ganhando as páginas de jornais e com o sucateamento do Estado brasileiro, leniente com esta causa, a São Clemente mais uma vez deu voz ao povo, especialmente o carioca. O enredo Quem avisa amigo é foi um grito de alerta contra a violência. A São Clemente passou com um grande contingente. O sucesso do ano anterior fez com que a escola fosse procurada por pessoas alheias a comunidade e a escola se agigantou. Como uma onda avassaladora, a escola colocou o dedo na ferida, clamando por um basta à violência, de uma forma muito bonita e poética, pouco convencional.

No ano seguinte, com Made in Brazil!!! Yes, nós temos banana, a São Clemente trouxe irreverência ao denunciar a influência econômica e cultural brasileira dentro do mercado internacional, com ênfase na hegemonia norte-americana. O café, a gasolina, o ouro e até os craques do futebol nacional foram abordados em forma de denúncia ao descaso com os produtos genuinamente brasileiros, saqueados a céu aberto e aos olhos complacentes dos governantes. Com um desfile marcado por problemas com carros alegóricos, a superação da escola foi fundamental, num ano em que se prometia o rebaixamento de cinco escolas.

Em 1990, foi a grande surpresa do carnaval ao fazer um célebre enredo E o samba sambou criticando o carnaval da Sapucaí. Destaque para os componentes da comissão de frente, que vieram com uns bonecos nas mãos, representando a comercialização no samba (compra e venda do quesito Mestre-sala e Porta-bandeira pelos dirigentes das escolas). Na sua coreografia, as fantasias eram jogadas no chão e pisoteadas. A fantasia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira simbolizou bonecos de cordas. A simbologia das fantasias das alas e das alegorias era crítica a modernização do carnaval na era LIESA. A escola liderou a apuração até os dois quesitos junto com a a União da Ilha, naquele ano que prometia ser uma das maiores zebras da história dos desfiles. Mas, no final da apuração a escola terminou em 6º lugar, sua melhor colocação até o momento.

Já em 1991 seu enredo ficcional-histórico-futurista, Já Vi este Filme, da São Clemente, mesclava o futuro com a história do Brasil, de forma apocalíptica. A São Clemente fez um desfile compacto. Monique Evans, grávida, brilhou à frente da bateria. O carro abre-alas desfilou, saiu na dispersão e voltou ao desfile para encerrá-lo, dando a impressão que começaria tudo outra vez, como sugeria o enredo. Destacou-se o carro com a Estátua da Liberdade em ruínas, ao melhor estilo Planeta dos Macacos. Pelo desfile apresentado, causou surpresa o rebaixamento da escola, a despeito da ingrata missão de encerrar o desfile de domingo.

No ano de 1992 tendo mais um enredo crítico, dessa vez com relação aos problemas na educação, a São Clemente fez um bom desfile, com fantasias caprichadas e de bom efeito. A comissão de frente, do bom e criativo Gabriel Cortês, veio de palmatória. Eram homens vestidos de "senhoras professoras", que no refrão (E o salário ó…), levantavam a saia e mostravam a bunda na avenida. Alguns personagens da Escolinha do Professor Raimundo desfilaram no último carro da escola. Os carros representavam matérias escolares e tinha uma ala de protesto dos professores por melhores salários.

Para 1993 inaugurou no desfile da Marquês de Sapucaí o merchandising do pão, enredo que levou para avenida. De forma irônica, a escola cobriu a avenida com pandeiros, ratinhos e, sobretudo, baianas, representando o trigo, o centeio, o milho e a cevada do "Pão nosso de cada dia".

No ano seguinte trouxe um enredo que versava sobre a união dos povos, que pegava carona no "impeachment" de Fernando Collor. Passou pela avenida referências à literatura e a histórias infantis (mosqueteiros, três porquinhos), à música (duplas sertanejas) e à vida pública (passeatas, protestos). O enredo e o samba eram bons, mas a escola apresento um conjunto de alegorias e fantasias irregular, apesar de a fantasia da bateria estar impecavelmente vestida de mosqueteiro.

Em 1995 abriu o Grupo Especial, lembrando da conquista do tetracampeonato de futebol, apostando na recuperação do orgulho brasileiro. Na comissão de frente, foi reproduzido o erro no pênalti de Roberto Baggio, jogador italiano que deu o tetracampeonato ao futebol brasileiro. A escola desfilou com muita empolgação e alegria, mas era evidente a simplicidade de fantasias e alegorias. O abre-alas trouxe São Clemente ladeado por baianas, cuja ala vinha logo a seguir representando a religiosidade. A escola desfilou com simplicidade, mas muita alegria. No centro do carro dos esportes havia uma réplica do capacete de Ayrton Senna, uma homenagem ao ídolo, no qual se destacou Túlio Maravilha. Isadora Ribeiro veio à frente da bateria, que veio multicolorida e representando a moeda Real.

No carnaval de 1996 respeitando suas cores, colocou as embarcações na avenida, desde as egípcias até as naus portuguesas, e fez um desfile bem animado, repleto de cavalos marinhos, vikings, piratas, carrancas, galeões, velas, cisnes brancos, caravelas e canhões. A comissão de frente era formada por Aqualoucos, que vieram de pés de patos. O abre-alas representava folias marítimas. Uma das alegorias, passou avaria na avenida.

Em 1997 contou a história do bairro de Botafogo e um pouco da história da escola que estava completando 35 anos. O desfile foi um dos mais belos momentos da história da São Clemente, pois além do belo visual, a escola teve uma harmonia perfeita. No resultado, três escolas terminaram empatadas: São Clemente, Caprichosos de Pilares e Tradição. No desempate, a Tradição e a Caprichosos levaram a melhor e conseguiram a vaga para o grupo especial. A São Clemente entrou na justiça, alegando suspeita de fraude na classificação. A escola de Botafogo conseguiu uma liminar concedida pelo juiz da 31ª Vara Cível, Carlos Eduardo Moreira da Silva e marcou presença no desfile das campeãs.

No ano seguinte, com uma linguagem simples e direta, a São Clemente veio "mordida" e fez um protesto na Avenida, pedindo Justiça. O enredo Maiores são os poderes do povo. Se Liga na São Clemente!, retratava a briga do povo por justiça, falando da luta pelos direitos essenciais: saúde, educação, emprego, moradia. A escola elevou sua voz contra a fome, os baixos salários e a falta de cuidado com o bem-estar social. Na comissão de frente, vinham os "guerreiros de Momo", uma tropa de choque para botar ordem na casa, já que avacalharam com o carnaval. Eles vinham elegantemente vestidos e simulavam um ataque, em alusão aos jurados que prejudicaram a escola no ano anterior. A ala de baianas trouxe o nome da escola sobre o dorso em letras garrafais, mostrando o orgulho de ser clementiano. No carro da discriminação, a atriz Neusa Borges veio de destaque.

Desfilando com sua alegria tradicional, a São Clemente abriu o desfile do Grupo Especial, com uma homenagem ao advogado, jornalista, político, diplomata e abolicionista Rui Barbosa. A agremiação realizou um desfile modesto e foi rebaixada para o Grupo de Acesso. Apesar de a escola ter tido uma melhora significativa no quesito fantasia, algumas alegorias pecaram, por falta de ousadia. Rui Barbosa foi retratado em quase todas elas. No carro da abolição, uma das figuras passou avariada.

No carnaval temático dos 500 anos do Brasil, com o enredo "No ano 2000 a São Clemente é Tupi, com Sergipe na Sapucaí", a São Clemente destacou as riquezas culturais, históricas e naturais de Sergipe, dos sítios arqueológicos ao seu fabuloso folclore, questionando os 500 anos do Brasil, de forma respeitosa, incorporando o indígena não como ser exótico, mas como elemento da nossa identidade histórica. Em anos cada vez mais competitivos, a escola fez uma parceria com o governo de Sergipe, fugindo um pouco de seu estilo.

No carnaval de 2001, com fantasias leves, bem-humoradas e claras, o enredo "A São Clemente mostrou e nada mudou nesse Brasil gigante" fez referência aos diversos enredos antigos e críticos da escola. Logo no abre-alas, todo branco e prata, a escola pedia paz em pequenos estandartes que enfeitavam o carro: um enorme balde, com duas garrafas de champanhe, cercado por taças. A festa que a escola levou para a avenida era a resposta aos que fazem do país um lugar nem sempre alegre. Por isso, depois do abre-alas, vinha a dura realidade: a alegoria da favela tinha sinais de trânsito, postes com fios e placas onde se lia "não jogue lixo", além de vasos sanitários que serviam de base para os destaques.

No ano dos enredos comercializados, a São Clemente não fugiu à regra. A São Clemente comemorou os 40 anos de avenida com um tema de alerta para a necessidade de preservação do meio ambiente: "Guapimirim, paraíso ecológico abençoado pelo Dedo de Deus". O alerta veio logo atrás da comissão de frente, com as 180 baianas. A ala desfilou divida com fantasias em duas cores (branco e preto), representando a Baía de Guanabara, suas águas e a poluição. Com carros gigantescos, a escola teve problemas com um deles, que quebrou e os destaques tiveram que desfilar no chão. Era o segundo carro que apresentava os primeiros sinais da presença do homem na região de Guapimirim - que significa "nascente pequena", na língua indígena. Com alguns problemas na evolução, a escola acabou disputando com a Tradição o rebaixamento, levando a pior, talvez por ter sido a primeira a desfilar, posição comumente sacrificada pelos jurados.

No ano seguinte, a São Clemente novamente se sagraria campeã do Grupo de Acesso do carnaval carioca. O último título havia sido conquistado em 1966. A escola obteve nota máxima em todos os quesitos com um belo desfile em homenagem ao município de Mangaratiba. O resultado, porém, foi contestado pelas demais concorrentes.

No ano das reedições, 2004, a São Clemente abriu o desfile e também revisitou, não um enredo, mas sua tradição de carnavais bem-humorados, marcados pela crítica política e social, irreverentes, abandonada nos últimos anos. Sob pressão de deputados e senadores, Milton Cunha foi obrigado a mudar na última hora a escultura que mostrava Tio Sam sentado no Congresso como num vaso sanitário no enredo "Boi voador sobre o Recife - Cordel da galhofa nacional". Prejudicada pela chuva, a irreverência do enredo, que partiu da primeira cobrança de pedágio do Brasil, por Maurício de Nassau, no Recife, para criticar ferozmente os políticos brasileiros, não foi suficiente para manter a escola de Botafogo no Grupo Especial.

No ano seguinte, 2005, apesar de desfilar para arquibancadas quase vazias, no fim de uma chuvosa madrugada, a São Clemente emocionou e divertiu quem ficou para ver "Velho é a vovozinha: a São Clemente enrugadinha e gostosinha", em defesa da pessoa idosa. A escola entrou na Sapucaí com uma enorme escultura de um preto velho no abre-alas e fez referências ao filme Cocoon.

Em 2006 a São Clemente entrou luxuosa e com carros grandes e bem acabados na sua homenagem a dupla Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. A São Clemente arrebatou o estandarte de ouro de melhor escola, mas ficou apenas com o vice-campeonato.

No ano seguinte, 2007, a São Clemente entrou na avenida disposta a acabar com todos os tipos de preconceitos. O enredo ‘Barrados no Baile’ trouxe hippies, gays, nordestinos, funkeiros, negros e todas as tribos sujeitas a qualquer tipo de discriminação se espalharam por suas 1.400 fantasias. Com 2.500 componentes na Avenida, a São Clemente não cometeu deslizes e conquistou o título do Grupo de Acesso A, que lhe deu o direito de voltar ao Grupo Especial em 2008.

De volta ao Grupo Especial, em 2008, a São Clemente abriu os desfiles com luxo, ao apresentar a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, sob a ótica da mãe do Rei Dom João VI, Dona Maria, "a Louca". O menor tapa-sexo usado no Carnaval levou à fama a modelo Viviane Castro. Os 3,5 cm de pano, no entanto, custaram 0,5 ponto à escola. A Comissão de Verificação das Obrigatoriedades Regulamentares da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro entendeu que a passista estava nua, o que é proibido pelo regulamento. A punição prejudicou a escola, mas não foi a causa de sua queda para o Grupo de Acesso.

No seu retorno ao Grupo de acesso A, em 2009, a São Clemente abriu pela segunda vez o desfile, nesse grupo, com a manutenção do carnavalesco Mauro Quintaes, que iria desenvolver um enredo sobre a malandragem com o carnavalesco Wagner Gonçalves, mas a direção da escola resolveu mudar e trouxe Alexandre Louzada, para desenvolver o carnaval ao lado de Mauro Quintaes, o enredo O Beijo Moleque da São Clemente. A escola foi prejudicada pela organização dos desfiles, já que não liberaram a área de concentração, o que fez com que o desfile sofresse um atraso de mais de 40 minutos. A escola contou a história do primeiro palhaço negro Benjamin de Oliveira. A escola ficou na 4ª colocação com 238,5 pontos, permanecendo no mesmo grupo em 2010.

Em 2010 com o enredo Choque de Ordem na folia a São Clemente fez uma exibição correta e segura e sagrou-se campeã do Grupo de Acesso ganhando nota 10 em todos os quesitos, com exceção de um 9,7 para mestre-sala e porta-bandeira que fora decartado. Com xerifes na bateria, a escola mesclou as ações do Choque de Ordem coordenado pela atual gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro e situações do carnaval contemporâneo. O abre-alas representou a Copacabana dos anos 50. Mas o grande destaque foi um enorme gato, que fez alusão às ligações clandestinas de luz e água.

No ano em que completa o seu jubileu de ouro, 2011, a São Clemente contratou o carnavalesco Fábio Ricardo, revelado na Acadêmicos da Rocinha, e um dos mais promissores, que faz sua estreia solo no grupo Especial. O enredo escolhido fez uma homenagem aos monumentos da cidade maravilhosa intitulado "O meu, o seu, o nosso rio, abençoado por deus e bonito por natureza". Apesar de ter apresentado um carnaval de qualidade, a escola não obteve boas notas do juri oficial, conseguindo o 9° lugar.

Para 2012, a escola não levará um enredo sobre o seu cinquentenário. O carnavalesco Fábio Ricardo prepara o enredo sobre os grandes musicais. O enredo foi considerado o melhor carnaval que a escola já fez. Seu desfile foi luxuoso com grandes surpresas, entre elas um violinista no meio da bateria e uma mulata inflável. Com isso ficando em 11ª lugar e ano que vem desfilando no Especial.

Em 2013, a escola continuou com seus grandes alicerces, o carnavalesco Fábio Ricardo que havia recebendo propostas de outras escolas, como Imperatriz e Mangueira, alem de continuar com as parcerias financeiras que em 2012 renderam ótimos frutos á escola; no carnaval apresentou na avenida o enredo "Horário Nobre" que lembrou muitas das novelas da Rede Globo que conseguiua 10° colocação se mantendo na Elite.

Para 2014, a escola anunciou seu enredo, sobre as favelas, cuja sinopse foi idealizada pelo compositor André Diniz. O desenvolvimento do enredo inicialmente seria realizado por Bia Lessa e Gringo Cardia, que devido não sair patrocínio, largaram a escola. e chegou-se a negociar com Roberto Szaniecki para ocupar sua vaga8 , mas não indo em frente. optando pelo Núcleo Criativo da escola formado por Roberto Gomes, Tiago Martins, Muqueca e Ricardo Gomes que com a participação do mago das cores Max Lopes e feito junto com João Vítor, Muqueca e Tiago Martins. mesmo assim a escola mostrou um desfile muito aquém, estando perto de retornar ao segundo grupo, novamente ficando em 11ª lugar.

Em 2015, a escola surpreende ao trazer a consagrada Rosa Magalhães que traz uma homenagem ao seu mestre (Fernando Pamplona), onde nesse ano abre novamente o segundo dia do Grupo Especial

Segmentos

Presidentes

Nome Mandato
Ivo da Rocha Gomes 1961-1980
Ivan da Silva Vasconcelos 1980-1981
George Avelino 1981-1984
Ivan da Silva Vasconcellos 1984-1987
Ricardo Almeida Gomes 1987-2007
Renato de Almeida Gomes 2008-atual

Corte de bateria

Rainhas
Cláudia Egyto 1988-1987
Monique Evans 1988-1991
Isadora Ribeiro 1995
Suzana 1997-1999
Bruna Almeida 2000-2013
Rafaela Gomes 2014-atual
Madrinhas
Tininha 1989
Solange Gomes 1998-1999
Musas
Nana Gouvêa 1998-1999

Enredos

Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco(s) Intérprete
1962 4º lugar 3 Riquezas do Brasil Gabriel e Dario
1963 3º lugar 3 Rio de Antanho Augusto Henrique
1964 Campeã 3 Rio dos vice-reis Ivo da Rocha Gomes
1965 3º lugar 2 Relíquias e memórias do Rio Ivo da Rocha Gomes
1966 Campeã 2 Apoteose ao folclore brasileiro Ivo da Rocha Gomes
1967 10º lugar 1 Festas e tradições populares do Brasil Renato Miguez e Dedé
1968 7º lugar 2 Apoteose à cultura nacional Ivo da Rocha Gomes
1969 Não foi julgada 2 Assim dança o Brasil Ivo da Rocha Gomes
1970 9º lugar 2 Histórias fantásticas Ivo da Rocha Gomes
1971 5º lugar 2 O beijo de 3 saudades Ivo da Rocha Gomes
1972 5º lugar 2 Danças de um povo livre Ivo da Rocha Gomes
1973 7º lugar 2 Momentos inesquecíveis de Tapoagipe Ivo da Rocha Gomes
1974 11º lugar 2 Sonhos fascinantes de um jovem adolescente Ivo da Rocha Gomes
1975 5º lugar 2 Quem quebrou meu violão - Taí, Taí, Tra-Lá-Lá Ivo da Rocha Gomes e Carlos Gil Cardoso
1976 10º lugar 2 Recife, nosso amor distante Ivo da Rocha Gomes Cardoso
1977 10º lugar 2 Acredite se quiser Ivo da Rocha Gomes Cardoso
1978 9º lugar 2 Apoteose ao teatro de revista Ivo da Rocha Gomes Cardoso
1979 5º lugar 2-A Louvação às 3 rainhas Ivo da Rocha Gomes e Ricardo Ayres Izaías de Paula
1980 9º lugar 1-B A doce ilusão do sambista Ivo da Rocha Gomes João Carlos Grilo
1981 3º lugar 2-A Assim dança o Brasil Ivo da Rocha Gomes João Carlos Grilo
1982 2º lugar 2-A As intocáveis tempestades de Dam Carlinhos D'Andrade João Carlos Grilo
1983 3º lugar 2-A Criação da noite Carlinhos D'Andrade João Carlos Grilo
1984 4º lugar 1-B Não corra, não mate, não morra - O diabo está solto no asfalto Carlinhos D'Andrade e Paulo Vasconcellos Geraldão
1985 15º lugar 1-A Quem casa quer casa Carlinhos D'Andrade e Roberto Costa Izaías de Paula
1986 Vice-Campeã 1-B Muita saúva, pouca saúde, os males do Brasil são Carlinhos D'Andrade e Roberto Costa Geraldão
1987 10º lugar 1 Capitães do asfalto Carlinhos D'Andrade e Roberto Costa Izaías de Paula
1988 10º lugar 1 Quem avisa amigo é Carlinhos D'Andrade e Roberto Costa Izaías de Paula
1989 13º lugar 1 Made in Brazil, yes nós temos banana Carlinhos D'Andrade Geraldão
1990 6º lugar Especial E o samba sambou Comissão de Carnaval Izaías de Paula
Carlinhos D'Andrade, Roberto Costa e César Azevedo
1991 13º lugar Especial Já vi este filme Comissão de Carnaval Sidnei Moreno
Carlinhos D'Andrade, Roberto Costa e César Azevedo
1992 7º lugar 1 E o salário ó! Luiz Fernando Reis e José Félix Sidnei Moreno
1993 7º lugar 1 O Pão Nosso de Cada Dia José Félix e Roberto Costa Quinho
1994 Vice-Campeã 1 Uma andorinha só não faz verão Roberto Costa Waguinho
1995 17º lugar Especial O que é, o que é... que não é, mas será? Luiz Fernando Reis Waguinho
1996 3º lugar A Se a canoa não virar a São Clemente chega lá Roberto Costa e Jaime Cezário Márcio Souto
1997 3º lugar A A São Clemente Botafogo na Sapucaí Jaime Cezário Márcio Souto
1998 Vice-Campeã A Maiores são os poderes do povo - Se liga na São Clemente! Jaime Cezário David do Pandeiro
1999 14º lugar Especial A São Clemente comemora e traz Rui Barbosa para os braços do povo Jaime Cezário Serginho do Porto
2000 4º lugar A No ano 2000, a São Clemente é Tupi com Sergipe na Sapucaí João Luiz de Moura e Sônia Regina Rixxah
2001 Vice-Campeã A A São Clemente falou e nada mudou nesse Brasil gigante Sônia Regina Anderson Paz
2002 14º lugar Especial Guapimirim, paraíso ecológico abençoado pelo Dedo de Deus Comissão de Carnaval Anderson Paz
Lane Santana, Sônia Regina, Alberto Rashyd e Nonato Trinta
2003 Campeã A Mangaratiba - Uma história de luta para todos que amam a terra e a liberdade Lane Santana Anderson Paz
2004 14º lugar Especial Boi Voador Sobre o Recife: O Cordel da Galhofa Nacional Milton Cunha Anderson Paz
2005 3º lugar A Velho é a Vovozinha: A São Clemente Enrugadinha e Gostosinha Milton Cunha Clóvis Pê
2006 2º lugar A De Gonzagão a Gonzaguinha: Em Vida de Viajante Comissão de Carnaval Leonardo Bessa
Renato Lyra, Tatiana Santos, Fábio Santos
Bráulio Malheiro e Rodrigo Sampaio
2007 Campeã A Barrados no baile Fábio Santos e Edward Moraes Leonardo Bessa
2008 12º lugar Especial O Clemente João VI no Rio: A Redescoberta do Brasil Comissão de Carnaval Leonardo Bessa
Milton Cunha, Mauro Quintaes e Fábio Santos
2009 4º lugar Acesso O Beijo Moleque da São Clemente Mauro Quintaes e Alexandre Louzada Leonardo Bessa
2010 Campeã Acesso Choque de Ordem na folia Mauro Quintaes Igor Sorriso
2011 9° lugar Especial O seu, o meu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza Fábio Ricardo Igor Sorriso
2012 11° lugar Especial Uma aventura musical na Sapucaí Fábio Ricardo Igor Sorriso
2013 10° lugar Especial Horário nobre Fábio Ricardo Igor Sorriso
2014 11° lugar Especial Favela Comissão de Carnaval Igor Sorriso
Max Lopes, Tiago Martins, João Vítor e Bruno César
2015 8° lugar Especial A incrível história do homem que só tinha medo da Matinta Pereira, da Tocandira e da Onça Pé de Boi! Rosa Magalhães Igor Sorriso
2016 9° lugar Especial Mais de mil palhaços no salão Rosa Magalhães Leozinho Nunes
2017 Especial Onisuáquimalipanse Rosa Magalhães Leozinho Nunes


Endereço

Rua::Avenida Presidente Vargas, Número::3248 Complemento:: - Bairro::Cidade Nova (Área::Zona Central) - Cidade::Rio de Janeiro
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Eventos

  • Ensaios aos Sextas, as 22:00 horas.
  • Ensaios da bateria: quarta-feira as 20:00 horas.
  • Feijoada com Samba - A feijoada acontece há alguns sábados de cada mês.

Mais informações

  • Site: www.saoclemente.com.br
  • Telefone:(21) 2253-3776
  • Cidade do Samba (Barracão nº 09) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa

Escolas de samba do Rio de Janeiro 2017

Grupo Especial
Domingo: Paraíso do TuiutiGrande RioImperatrizVila IsabelSalgueiroBeija-Flor

Segunda: União da IlhaSão ClementeMocidadeUnidos da TijucaPortelaMangueira
Série A
Sexta: SossegoAlegriaViradouroImpério da TijucaParque CuricicaEstácioSanta Cruz

Sábado:RocinhaCubangoInocentesImpério SerranoUnidos de Padre MiguelRenascerPorto da Pedra
Série B
Terça: Vizinha FaladeiraCaprichososJacarezinhoCabuçuEngenho da RainhaTradiçãoLeãoPonteFavoEm Cima da HoraSanta MartaArameUnidos de Bangu
Grupo C
Segunda: Vila KennedyArrancoUnião de JacarepaguáBoca de SiriArrastãoLins ImperialVargensVigário GeralUnião de MaricáFlor da MinaCoroadoVila Santa TerezaSerenoLucas
Grupo D
Domingo: Alegria do VilarDendêVilla RicaMocidade da Cidade de DeusChatubaRosa de OuroManguinhosMocidade de InhaúmaNação InsulanaImpério da UvaMatriz de São JoãoDifícil é o NomeTupy de Brás de PinaCosmosAbolição
Grupo E
Sábado das Campeãs: CabralMocidade de Vicente de CarvalhoBohêmios da CinelândiaEmbalo CariocaGatoImpério RicardenseChora na RampaColibriBoêmios de InhaúmaUnião de Vaz LoboDelírioAcadêmicos de MadureiraBoi da IlhaImpério da Zona OesteTrês Corações
Outros

ResultadosEnsaios técnicosDiscografiaCampeãs (EspecialSérie A - BGrupo C - D - E)