Theatro Municipal


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O Theatro Municipal

Índice

Centro Histórico da cidade.

Um dos mais bonitos prédios do Rio de Janeiro, localizado na Praça Floriano, conhecida como Cinelândia, no centro da cidade, o Theatro Municipal é a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Desde a sua inauguração, em 14 de julho de 1909, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, música e da ópera.

Inicialmente, o Theatro foi apenas uma casa de espetáculos, que recebia principalmente companhias estrangeiras, na maioria trazidas da Itália e da França. A partir da década de 30, o Municipal passou a ter seus próprios corpos artísticos: orquestra, coro e ballet (para a história de cada um deles veja Diretoria Artística). Os três continuam em plena atividade e realizam várias produções próprias a cada ano. Hoje, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a única instituição cultural brasileira a manter simultaneamente um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.


O centro do Rio é fantástico e o Teatro Municipal fica bem no meio de tudo. A arquitetura é linda, mesmo que seja só para tirar uma foto. E alí do lado tem o bar Amarelinho com uns pratos bem gostosos. É um ótimo lugar para recuperar as energias após conhecer as maravilhas do centro.

—Andre Sampaio


Prefeito do Distrito Federal, entre os anos de 1902 e 1906, o engenheiro Pereira Passos o planejou como o toque final da reforma que realizou na cidade do Rio de Janeiro, sendo o Theatro construído com base na fusão do projeto arquitetônico de Francisco de Oliveira Passos, com o de Albert Guilbert, que haviam empatado no concurso organizado para o projeto do novo teatro. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris, construída por Charles Garnier.

Em plena Cinelândia, perto da Biblioteca Nacional, ao Museu Nacional de Belas Artes e ao Palácio Pedro Ernesto, o Theatro Municipal chama a atenção, não só pela sua concepção arquitectónica, como também pela imponência da sua fachada e a beleza de seu interior. Os materiais nobres utilizados na sua construção fazem deste teatro - com capacidade para 2.200 pessoas - um verdadeiro templo da cultura.

  • Visitação: Segunda a sexta-feira, das 10:00h às 18:00h. Sábado, das 12:00h às 16:00h. Nos dias em que há ensaio de orquestra, a visita guiada costuma ser cancelada.
  • Telefone: (021) 2299-1711.

Acessibilidade

  • O Teatro disponibiliza rampas móveis para o acesso ao seu interior (horário de visitação somente das 16:00h às 17:00h). Siga pela rua Treze de Maio até a parte de trás do teatro.
  • O Theatro Municipal conta com elevador para o transporte de pessoas com problema de locomoção do térreo à platéia. Devido à arquitetura da edificação não foi possível levar o elevador aos outros níveis, como a arquibancada. Como alternativa, o teatro disponibiliza uma cadeira especial, que sobe as escadas.
  • Não existem banheiros adaptados para cadeirantes.

O que fazer

Eventos do Teatro

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a principal casa de espetáculo do Brasil em importância histórica e ainda hoje o único teatro do Brasil a ter um corpo artístico próprio com Orquestra, Coral e Ballet. Veja algumas das principais atrações:

  • Orquestra Sinfônica Brasileira
  • Ballet do Theatro Municipal
  • Orquestra Sinfônica e couro do Theatro Municipal
  • Orquestra Petrobrás Sinfônica
  • Ballet O Quebra Nozes

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Obras de Arte

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro ostenta obras dos mais renomados artistas brasileiros da época de sua construção como as pinturas de Eliseu Visconti, Henrique Bernardelli e Rodolfo Amoedo, além das esculturas de Rodolfo Bernardelli. Eliseu Visconti foi o principal decorador do teatro, sendo de sua autoria todas as pinturas da sala de espetáculos incluindo o pano de boca (maior tela já pintada no Brasil), o teto sobre a platéia (plafond) e o friso sobre o palco (proscênio). Também de Eliseu Visconti são as pinturas do “foyer” do teatro (teto e painéis laterais), consideradas como obra prima da pintura decorativista no Brasil. Rodolfo Amoedo executou oito pinturas nas paredes laterais das rotundas do “foyer”, sendo de Henrique Bernardelli a autoria das pinturas dos tetos das duas rotundas. O restaurante Assirius, no subsolo do teatro, tem a particularidade de ter uma decoração em estilo assírio.

Arquitetura

O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, possívelmente o mais belo teatro do país, foi inaugurado em 1909 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico em 1973. O projeto arquitetônico, de estilo eclético, é de autoria de Francisco Oliveira Passos, que teve a colaboração de Charles Garnier. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris e, para sua construção, todo o material foi importado da Europa, incluindo mármores, ônix, bronze, cristais, espelhos, mosaicos, vitrais e a maquinaria do palco. O Teatro ostenta uma ornamentação requintada com bronzes dourados, vitrais, lustres de cristal, mosaicos, colunatas e escadarias de mármore. As grades dos salões são em estilo “Art Noveau”.

Comer e beber

Além do Restaurante Assirius no subsolo do teatro, existem diversos restaurantes, bares e lanchonetes nas redondezas da Cinelândia. Alguns, inclusive, funcionam até bem tarde.

Como se vestir

Leia o nosso especial Como se vestir no Theatro Municipal

O que fazer nas proximidades

Quanto ir

Espetacular teto do teatro.
  • Visitação: Segunda a sexta, das 10:00h às 18:00h. Sábado, das 12:00h às 16:00h.
    • Atenção: Não ocorrem visitas guiadas nos dias em que há ensaio de orquestra.
  • Espetáculos: Ocorrem durante todo o ano. Entre no site do teatro para consultar a programação.

Onde se hospedar nas redondezas

Hostel

Econômico

Turístico

Luxo

Onde fica

Endereço: Rua Manuel de Carvalho - Centro (na Cinelândia)

Como Chegar

Como chegar ao Theatro Municipal

  • De Metrô - Saltar na estação Cinelândia e caminhar até o local.
  • De ônibus - A Cinelândia é uma área muito importante da cidade e por isso recebe ônibus vindos de todas as partes da cidade. Em seu bairro, pegue qualquer ônibus que passe nesta região.
  • De carro - O teatro fica quase no final da avenida Rio Branco, à direita. Pode-se seguir por essa mesma via e estacionar na região.
  • De táxi - O táxi é uma boa opção para quem vem da Zona Sul pois a distância é curta e, por isso, o preço se torna atrativo.

Como chegar ao Theatro Municipal a partir da Rodoviária Novo Rio

Como chegar a partir do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim

  • De Metrô - Esta opção é inviável pois o metrô fica muito distante deste aeroporto.
  • De ônibus -
  • De carro - Seguir em direção ao Centro pela perimetral e de lá descer na saída para a Praça Mauá e então seguir por toda extensão da Avenida Rio Branco. O Theatro Municipal estará ao final desta via, do lado direito.
  • De táxi - O táxi é uma opção cômoda para quem vem do Galeão, embora não seja econômica.

Como chegar ao Theatro Municipal a partir do Aeroporto Santos Dumont

  • De Metrô - Esta opção é inviável pois a estação Cinelândia é a mais próxima destes dois pontos.
  • De ônibus - Esta opção é inviável pois o trajeto a pé mais que excederá a distância entre os dois pontos.
  • De carro - Basta sair da área do aeroporto, contornando em direção à Zona Sul e estacionar nas proximidades da Praça Monroe.
  • De táxi - O táxi é uma excelente opção para quem vem do Aeroporto Santos Dumont pois fica a poucos minutos do teatro. A distância também pode ser percorrida em menos de 10 minutos a pé.

Como chegar ao Theatro Municipal a partir de Niterói

  • De barca
  • De Metrô - Esta opção não faz sentido pois o trajeto pelo metrô não trás nenhum benefício em relação ao trajeto feito a pé a partir da estação das Barcas.
  • De ônibus -
  • De carro -
  • De táxi -
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Características do edifício

Foto do teatro em sua inauguração.

Área Externa

Na fachada se destacam: a escadaria de acesso, a visão dos dois andares e as três cúpulas da cobertura. O sentido de verticalidade desta fachada é dado pelas grandes colunas no corpo central e nas colunas menores das rotundas laterais. O equilíbrio das linhas é clássico, mas a profusão da decoração nos remete ao barroco. Na calçada, antes e nas laterais da escadaria, duas colunas de granito, sustentam lampadários, ornamentos de bronze e o emblema do município. Na parte inferior da fachada e das laterais, as escadarias são de granito da Candelária, bem como os pedestais das colunatas e as guarnições das portas de acesso do público. A coloração do granito faz destacar os bronzes, as seis colunas centrais de mármore italiano e as de mármore belga das rotundas laterais. As três portas principais são de madeira, protegidas por portões de bronze. São em arco pleno, assim como as janelas das rotundas. As quatorze colunas principais são em mármore de Carrara, estilo corintio. O emblema do município aparece nos capitéis . Sobre as seis colunas centrais da fachada, uma pequena cornija e um friso decorativo tem, ao centro, a inscrição “Theatro Municipal”. Acima desta, em um pequeno frontão,há a inscrição “MCMV – MCMIX”, ladeado pelas esculturas de Rodolpho Bernardelli: a Poesia e a Música  na fachada central; a Dança e o Canto na Avenida Rio Branco e a Tragédia e a Comédia na Avenida Treze de Maio. No andar superior do corpo central, das rotundas e nas escadarias laterais, existem janelões com vitrais retangulares, sendo que os três centrais e os dois das escadas laterais, ostentam preciosos vitrais alemães, com as figuras das musas protetoras das artes. Nomes de mestres da musica e da dramaturgia estão gravados sobre os janelões das rotundas: Wagner, Carlos Gomes e Verdi; Goethe, Martins Pena e Molière. Sobre as rotundas existem duas cúpulas, revestidas de cobre. Sobre o corpo central há três diferentes abóbadas. A primeira cobre o salão do foyer, a segunda o saguão da escada principal e a terceira é a grande cúpula, em forma da sala de espetáculos. Todas elas em cobre. Há, ainda, uma quarta cobertura sobre o palco  e uma quinta sobre a área dos fundos do teatro. Sobre as três primeiras cúpulas existem, em seu topo, esferas de vidro leitoso, iluminadas de seu interior. A esfera central, que tem um diâmetro de 1,80 metros, sustenta uma águia de cobre dourado, que tem 2,80 metros de comprimento e 6 metros de envergadura em suas asas. Nas fachadas laterais figuras de atlantes, em bronze, como se fossem cariátides, representam as estações do ano e há uma profusão de elementos decorativos ao gosto da art-noveau. Chamam a atenção, em cada lado, as loggie dotadas de balaustradas, com seis colunas de mármore cada; sobre elas, janelas em arco garantem a iluminação do bar da galeria e do Centro de Documentação. Máscaras cômicas e do deus Pã indicam a fonte clássica da maioria dos elementos decorativos usados no teatro.

Parte Interna

Nada mais simples do que a distribuição interna do Municipal. No corpo principal estão colocados o vestíbulo de entrada, o foyer e as escadas. Do vestíbulo, pelas laterais, se passa diretamente à platéia e às frisas, e dele partem as duas escadas laterais que, com os elevadores à esquerda, levam aos andares superiores. Em sua entrada encontram-se duas estátuas de bronze do escultor francês de Raoul Verlet que representam, a da esquerda “A Dança”, e a da direita “A Poesia”. As duas rotundas laterais servem de descanso para o público. Toda a suntuosa decoração do vestíbulo é feita de mármores das mais variadas procedências, ônix, espelhos e bronzes dourados. No lado oposto ao ingresso da platéia estão cinco bustos, de Carlos Gomes, João Caetano, Arthur Azevedo, Francisco Pereira Passos e Francisco de Souza Aguiar e dos corredores das frisas partem duas escadas que levam não só aos três andares superiores, bem como ao restaurante Assyrio, no andar inferior. A escada principal dá acesso para o pavimento nobre onde se encontram o foyer, os camarotes, as  poltronas do balcão nobre e as duas loggie laterais do teatro. Esta famosa escada, que quebra após o primeiro lance, abrindo-se em dois lances para os lados, é toda feita em dois tipos de ônix, bronzes dourados e cristais. Para ela se abrem as balaustradas dos pavimentos superiores sendo que as do primeiro são do mesmo material da escada,enquanto que as dos demais pavimentos são em ferro fundido e mármore. Em seu topo uma estátua de mármore de  Jean Antoine Injalbert representando “A Verdade”. Dela se passa ao foyer, todo decorado no estilo Luiz XVI, onde duas obras de arte chamam a atenção: os três preciosos vitrais que Fuerstein e Fugel  criaram em Stutgart e a abóbada pintada por Eliseu Visconti de 1913 a 1916. Nas duas rotundas há que admirar os tetos, de autoria de Henrique Bernardelli, de 1908, e os painéis, com cenas de danças de diversos países,  pintados em 1916 por Rodolpho Amoedo. Nesta andar se abrem as duas belas loggie com magníficos tetos em cerâmica, pisos de mosaico veneziano e seus balcões de mármore debruçados sobre a rua. Na loja da Avenida Rio Branco um painel de cerâmica representa “A Dança Moderna”, feito em Paris. Seu equivalente, do lado da Avenida Treze de Maio, que  representava “A Dança Antiga” perdeu-se após uma das reforma que o teatro sofreu. Para estas loggie abrem-se os cinco balcões existentes nos corredores do balcão simples.

A Sala de Espetáculos

O espectador colocando-se na direção da entrada da Sala verá, alem das 456 poltronas, da platéia – todas em madeira e veludo e a sua volta,as 22 frisas. Acima dela o balcão nobre com 344 poltronas e 12 camarotes e a cabine de luz e som. No andar superior estão os 500 lugares de balcão simples e acima destes as 724 cadeiras da galeria, totalizando 2244 assentos. Voltando-se em direção do palco verá os dois grandes camarotes aos lados do friso da boca de cena, desenho de Elyseu Visconti, sendo o da esquerda do Governador do Estado e o da direita do Presidente da República. Abaixo deles está o fosso da orquestra, situado em plano inferior ao da platéia, com seu piso assentado sobre um elevador hidráulico, q ue se movimenta verticalmente de acordo com as necessidades dos espetáculos. Em cima do friso do proscênio estão “A Poesia e o Amor afastando a Virtude do Vício” de Elyseu Visconti, flutuando contra um azulado fundo da Serra dos Órgãos. Olhando para cima verá uma das maravilhas do teatro, o grande lustre central, todo em bronze dourado e com suas 118 lâmpadas com mangas e pingentes de cristal, circundado pela dança de “As Oreadas”, uma das obras-primas de Visconti.  

O Assyrio

  Descendo-se as escadas laterais das chapelarias nos corredores das frisas, chega-se aos vestíbulos do restaurante Assyrio, com oito quadros de mosaico de Gian Domenico Facchina, que representam cenas de peças famosas da Dramaturgia universal. O restaurante  é peça única em toda a América do Sul, todo revestido de cerâmica esmaltada, inspirado na antiga Babilônia. O local está dividido em dois planos, o teto é baixo sustentado por colunas que terminam com cabeças de touro, em estilo persa. Em sua decoração encontramos a frisa dos leões e a rampa das escadas do palácio de Artaxerxes, a frisa dos arqueiros, da sala do trono de Dario I, os enormes Kerubs, que guarnecem as escadas. Ha ainda os Gilgamesch do palácio de Sargão e duas belíssimas fontes, com motivos persas e babilônicos. A notar ainda os espelhos engastados em bronze antigo e as originalíssimas lâmpadas.

Mais Informações

  • Visitação: Segunda a sexta, das 10:00h às 18:00h. Sábado, das 12:00h às 16:00h. Nos dias em que há ensaio de orquestra, a visita guiada costuma ser cancelada.
  • Telefone: (021) 2299-1711.
  • Site: www.theatromunicipal.rj.gov.br

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