Riocentro

Eleito o melhor centro de convenções da América do Sul pelo World Travel Awards, o Riocentro é administrado pela GL Events Brasil. Inaugurado em 1977, foi projetado e construído especificamente para a realização de eventos de grande porte e já foi escolhido para sediar grandes eventos no Brasil, como a Rio + 20 em 2011 e o Centro Internacional de Transmissão (IBC) da Copa do Mundo da FIFA de 2014.

Em 2011, o centro de convenções registrou o maior número de eventos e público dos seus 34 anos de história. Mais de 70 feiras, conferências, shows e encontros corporativos nacionais e internacionais foram realizados no espaço.

O Riocentro está localizado no bairro de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro e tem um total de 571 mil m², dos quais 100 mil são de área construída. Seu estacionamento possui 7 mil vagas que atendem a cinco pavilhões para os mais diferentes tipos de eventos. Juntos, eles oferecem estrutura de refrigeração, auditório multifuncional com capacidade para até 4.500 pessoas, divisórias acústicas removíveis, mezaninos climatizados, auditórios para até 400 pessoas, 16 salas modulares com capacidade para 270 pessoas, salão VIP, cozinha industrial, postos de atendimento médico, bureau de segurança estratégica, rede sem fio, estação de telecomunicações, heliporto e um jardim tropical com lago.

Durante a ditadura militar, em 1981, um grupo de militares da chamada “linha dura”, insatisfeitos com o processo de abertura política pelo qual o Brasil vinha passando nos últimos anos, organizou um atentado que ficou conhecido como Atentado ao Riocentro. Uma das atitudes drásticas tomadas por esses militares na tentativa de desacelerar o processo de abertura política foi um dos maiores atentados já praticados contra a população brasileira. No dia 30 de abril de 1981, enquanto ocorria no Riocentro um evento com shows de vários artistas da MPB em comemoração ao Dia do Trabalhador, alguns militares planejaram explodir bombas nos geradores de energia do evento para espalhar o pânico e a desordem entre o público. Na noite do evento, dois militares, o sargento Guilherme Pereira do Rosário e o capitão Wilson Dias Machado, usavam um automóvel Puma metálico no qual transportavam os artefatos explosivos que seriam utilizados no atentado. Eles pararam o carro no estacionamento do evento, onde provavelmente desenvolveram a montagem das bombas. O objetivo era explodi-las nos geradores de energia. Entretanto, por volta das 21 horas, quando o Puma começava a sair da vaga onde tinha estacionado no Riocentro, uma delas explodiu antes da hora e dentro do carro. A explosão inflou o teto e destruiu as portas do veículo, matando o sargento Rosário e ferindo gravemente o capitão Wilson Machado. O exército declarou que radicais de esquerda teriam sido os responsáveis pelo atentado contra o governo, mas como tal justificativa já não tinha mais força naquele momento e não foi aceita pelo público, tentou-se encobrir o caso. Desde 2006, já foram investidos cerca de US$ 42 milhões para transformar o pavilhão em um centro de convenções com infraestrutura e gestão de padrão internacional e para os próximos três anos, estão previstos novos investimentos como, por exemplo, um hotel de 300 apartamentos.